sábado, 6 de fevereiro de 2016

José Carlos Lychnos Afonso

O Zequinha partiu, acredito que está num lugar melhor que este, onde o egoísmo a falta de sentimentos a sensibilidade para com o nosso semelhante é cada vez menor.

Sei que todos um dia partimos mas quando se trata de algo tão precioso como um filho nunca se aceita, a pessoa pode apenas vir a suportar melhor essa dor mas jamais aceita que o seu filho desapareceu... foi o que aconteceu com o meu sobrinho, a minha irmã cada dia que passa sente-se pior, não consegue suportar o sentimento de culpa e de impotência perante a perda deste menino que eu vi nascer, custa-me muito não estar perto dela para lhe dar um abraço nos momentos mais difíceis  e a dor dela é muito grande, ninguém entende, nem eu mas tento perceber pois também tenho filhos e netos e não quero perder nenhum deles, seria o maior trauma da minha vida, a maior dor o meu maior medo.

A minha irmã sentiu sempre esse medo... tenho a certeza, o Zequinha era um menino especial, tinha uma beleza que direi invulgar, um QI muito grande.... tudo contribuiu para desaparecer tão rapidamente, Deus entendeu que ele faz mais falta no universo de cima que neste cá de baixo... é assim que me tento confortar

talvez para também poder ultrapassar este período tão caótico da  vida da minha família em Julho tivemos a cerimónia onde em vez de flores lançamos ao céu balões brancos, formou-se uma nuvem no universo linda e os balões foram parar ao mar de Albufeira, onde ele sempre esteve na praia dos pescadores!!